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10/11/2017 - Valor Econômico
Reação de produção e investimento puxa alta das importações

 Os dados mais recentes da balança comercial revelam que o ritmo constante de crescimento de importações indica não somente retomada de produção industrial como também de investimentos, segundo avaliação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).Os desembarques de bens intermediários, que representam 60,1% das compras externas totais, cresceram 7,9% em outubro e, no acumulado, 11,1%. Segundo dados do Mdic, cada 3,5% de elevação das importações de intermediários corresponde a 1% de alta da produção industrial. As importações de bens de capital cresceram 18,7% em outubro, sempre pelo critério da média diária. É o terceiro mês consecutivo de avanço após 14 trimestres seguidos de queda.Abrão Neto, secretário de Comércio Exterior do Mdic, diz que essa correlação deve se manter. Ele lembra que os dados da indústria não indicam atividade no mesmo nível que a compra externa de intermediários, mas a aquisição de insumos antecede a produção física, que também deverá reagir. "A alta dos intermediários revela um perfil muito saudável do crescimento das importações totais, porque, assim como bens de capital, indicam a retomada da economia", diz o secretário.Abrão diz que o crescimento da importações de intermediários tem acontecido em muitos setores e bens, como adubos e fertilizantes, insumos do setor químico, de plásticos e eletroeletrônicos. O secretário diz que o ciclo de queda das importação total brasileira chegou ao fim, com crescimento das importações em outubro pelo décimo-primeiro mês consecutivo. Os desembarques totais cresceram 14,5% em outubro, com alta de 9,1% no acumulado do ano. José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que na retomada da economia é comum um intervalo entre a alta de importação de bens intermediários e o efetivo aumento de produção física.A fabricante de bens de capital Metalplan está exatamente nesse descompasso entre a alta da importação de intermediários e a produção física. Edgard Dutra, diretor comercial da empresa, conta que as vendas cresceram em média 20% de janeiro a outubro. A empresa mantém um projeto iniciado em 2015 para substituir insumos importados por itens produzidos internamente. O projeto contempla intermediários que representam 40% do custo de matéria-prima da empresa. Mesmo assim, as importações de insumos da Metalplan neste ano aumentaram em nível acima do da produção. Os estoques de intermediários da empresa estavam baixos e tiveram que ser repostos, explica Dutra. No caso dos insumos comprados do exterior, porém, os volumes adquiridos costumam ser mais altos para viabilizar melhor preço e menor custo de frete. O estoque de insumos comprados no mercado doméstico, explica ele, duram cerca de um a dois meses. Já os estoques de matérias-primas e intermediários importados, também pela dificuldade logística e maior demora para viabilizar as compras, duram de quatro até seis meses.Além da importação de intermediários, avalia Abrão, outro sinal de retomada da economia são as compras externas de bens de capital. Esses desembarques cresceram 18,7% em outubro, no terceiro mês consecutivo de avanço. Em agosto as compras externas de bens de capital aumentaram 6,6% e em setembro, 34,5%.O indicador em alta por três meses consecutivos, diz Abrão, reflete retomada de investimentos. "É uma mudança de tendência importante, embora no acumulado ainda tenhamos queda da importação." Segundo ele, as elevações de compras externas de bens de capital foram percebidas principalmente nas áreas de papel e celulose, geração e transmissão de energia elétrica, produtos químicos, cerâmicos e equipamentos de comunicações, além de equipamentos para transporte industrial. No acumulado até outubro, a importação de bens de capital cai 15,5%.A expectativa, diz Abrão, é que a tendência de crescimento das importações se mantenha no ano que vem, por conta de esperado crescimento do PIB. Castro, da AEB, tem análise semelhante. "A economia deve crescer e as importações também. O dólar na casa dos R$ 3,20 também favorece isso." Ele pondera, porém, que a alta vem depois de grandes quedas de importação e que a base de comparação ainda é baixa. A importação já chegou a US$ 225 bilhões anuais. No ano passado foi de US$ 137,5 bilhões e neste ano, calcula, deve ficar perto de US$ 145 bilhões."Em relação a bens de capital, a importação deve crescer com o aumento da confiança na economia", diz Castro. O que pode mudar o cenário no próximo ano, diz, são as eleições de 2018, que podem fazer oscilar o câmbio.Dutra, da Metalplan, também tem receio do efeito que um quadro político extremamente polarizado pode trazer para a economia. Apesar do crescimento de 20% nas vendas deste ano, há ainda muita cautela, diz ele. O mercado de bens de capital está melhorando, diz, mas ainda há um longo caminho de recuperação."Para voltar ao nível de vendas de 2013, a produção da empresa precisaria crescer 50% no biênio 2017/201, calcula. Isso em termos nominais." Por enquanto, a projeção para o ano que vem é de crescimento de 10% nas vendas.


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