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11/08/2017
Notícias - ENAEX 2017

Temer participa de evento sobre comércio exterior no RJ

O presidente da República, Michel Temer, participa, nesta quarta-feira (9), da cerimônia de abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior 2017 (Enaex). Evento que reúne especialistas, empresários e representantes do governo, o Enaex tem como objetivo propor soluções para tornar o comércio exterior brasileiro mais competitivo, inovador e sustentável. Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, as reformas apresentadas pelo governo Temer são "indispensáveis" para o comércio exterior. Com as medidas, custos aos exportadores serão reduzidos, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo. “Com a aprovação das reformas, o nosso comércio exterior muda e o País também. A redução de custos não vai afetar apenas o comércio exterior, mas também o mercado interno”, afirma Castro.  Além de Temer, participam também do encontro os ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira; e dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella. Nos sete primeiros meses deste ano, a balança comercial brasileira atingiu resultado recorde e obteve o melhor saldo para o período, com superávit de US$ 42,5 bilhões. O valor é o melhor da série histórica, iniciada em 1989, e ficou 50,6% superior ao alcançado de janeiro a julho de 2016. Segundo o presidente da AEB, o Brasil deve atingir saldo de US$ 63 bilhões no final deste ano. Isso fará com que o país seja o quinto maior superávit do mundo. A China é o principal importador de commodities do Brasil. Já o maior comprador dos produtos manufaturados que o País produz é a Argentina. Esta é a 36ª edição do Enaex  2017 e tem como tema: Reduzir custos para exportar, reindustrializar e crescer. Durante os dois dias de evento, 9 e 10 de agosto, estão previstos workshops, painéis e debates sobre os principais temas relacionados ao setor. O objetivo é melhorar a competitividade dos produtos brasileiros. Temas como transportes, logística, financiamento, novos mercados, negociações internacionais, serviços, inovação, competitividade e sustentabilidade serão abordados. São esperadas entre 2 mil e 3 mil pessoas entre os dias de evento.

Portal Planalto

 

Presidente da Apex afirma no Enaex que investirá em aproximação com a China

Responsável por contribuir em 25% para o crescimento do comércio internacional nos últimos 17 anos, a China continuará sendo um mercado estratégico para a internacionalização das empresas brasileiras, afirmou o presidente da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex Brasil), Roberto Jaguaribe. Segundo ele, o órgão investirá em aproximação com o mercado asiático, e por isso criou um núcleo exclusivo para atender a economia chinesa. Jaguaribe participou da 36ª edição do Encontro Nacional do Comércio Exterior, promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “A China tem demanda para o Brasil em termos de produção, pois nunca será um país autossuficiente. E nós somos bem aparelhados para absorver essa oportunidade. Com a tendência protecionista no mundo, a necessidade de internacionalização das empresas brasileiras é cada vez mais evidente. E a China pode ser um elemento para facilitar esse processo”, disse. Jaguaribe reafirmou, ainda, a importância de reduzir custos para facilitar a inserção internacional do Brasil: “O Custo Brasil é um fator fundamental de avaliação do desempenho do comercio. E os aspectos que o compõe estão sendo paulatinamente atacados. Passos importantes estão sendo dados nesse caminho e a Apex contribui com esse processo”. Carlos Mariani Bittencourt, vice-presidente do Sistema FIRJAN e da AEB, destacou o papel estratégico da agência para fomentar as exportações no Brasil. “Nas tentativas de negociação do Mercosul com a União Europeia, a Apex sempre esteve presente. Temos, agora, uma oportunidade com sua nova estrutura, que terá atribuições  modernas e criativas em favor da nossa competitividade”, declarou. 

Sobre o ENAEX 

O encontro, o mais importante fórum de diálogo entre empresários e governo, reunirá representantes de toda a cadeia de negócios do comércio internacional para discutir as principais questões que envolvem o setor, com vistas a melhorar a competitividade dos produtos brasileiros. Estão previstos workshops, painéis e debates sobre os principais temas relacionados ao setor. Os inscritos também terão a oportunidade de participar de despachos executivos e reuniões, assim como visitar a área de exposição com estandes de empresas, entidades, órgãos públicos e mídias especializadas. Paralelamente ao evento, ocorrerá a reunião do Conselho de Comércio Exterior do MERCOSUL (MERCOEX), formado pelas coirmãs da AEB no âmbito regional: CERA (Câmara de Exportadores de La Republica Argentina), UEU (Unión de Exportadores delUruguay) e CIP (Centro de Importadores delParaguay). 

Sobre a AEB 

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) é uma entidade privada, sem fins lucrativos e de âmbito nacional, que representa o segmento empresarial de exportação e importação de mercadorias e serviços, bem como as atividades correlatas e afins. Fundada em 20 de agosto de 1970, a AEB tem como principal objetivo atuar junto aos órgãos públicos e privados pela adoção de medidas que favoreçam a expansão competitiva e sustentável do comércio exterior. Também busca promover a aproximação de todos os elos da cadeia de negócios com fins de estudos técnicos, cooperação e defesa dos interesses e objetivos comuns, visando ao desenvolvimento econômico e social do país.

 

Portos e Navios

 

ANTAQ e ANTT apresentam no Enaex contribuições para reduzir custos logísticos no país

O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, afirmou que a integração com outros modais, m a facilitação do acesso ferroviário aos portos, está entre os desafios prioritários para destravar entraves logísticos para importação e exportação no país. De acordo com ele, as medidas são importantes para simplificar as operações, reduzindo custos e tempo para as empresas. “Tínhamos em 120 instalações privadas e temos, agora 191. É um aumento de quase 50% de 2013 para 2017. E isso foi possível porque flexibilizamos.  Com o novo decreto dos portos, o tempo médio das operações deve sair de 1.500 para 180 dias. Mas queremos que esse período  reduza ainda mais”, disse, durante palestra no Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação Brasileira de Comércio Exterior. Guilherme Penin, diretor de Relações Institucionais e Regulatório da Rumo Logística,  pontuou que um dos gargalos logísticos mais importantes de serem enfrentados é a modernização da malha ferroviária paulista, projeto mais importante do país nesse modal. “A ferrovia é muito antiga, do século 19, e o contrato  de concessão vence em 2018. Nesse caso, para se igualar à ferrovia norte, precisará de investimento brutal. A saída é aumentar a capacidade por trem. Isso que vai levar a malha paulista de 30 para 60 milhões de toneladas movimentadas por ano”, declarou. Tito Lívio Silva, gerente de Regulação e Transporte Multimodal de Cargas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), ressaltou que os transportes multimodais são primordiais para otimizar a logística e fomentar as exportações brasileiras. Ele advertiu que é necessário adequar as necessidades de transporte às características de cada modal. “Esse é o novo desafio que temos. O aprimoramento da infraestrutura passa por pontos fundamentais: desenvolvimento, mas também questões operacionais ligadàs a regulação, e tributação. E isso tem que estar alinhado a uma estrutura de governança conjunta”, defendeu. Também participaram da discussão sobre a contribuição dos portos e transportes para a redução de custos na exportação Lemuel Costa e Silva, chefe de departamento de Encomendas e E-commerce dos Correios, e Jovelio Pires, mediador do debate e coordenador do Centro de Logística Integrada da AEB.

Portos e Navios

 

Secretário do MDIC diz que governo vai priorizar medidas para reduzir custos de exportação

Iniciativas para facilitação de comércio serão uma das vertentes priorizadas pelo governo para reduzir custos de exportação no país, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Árabe Neto. Segundo ele, a medida principal é a conclusão do Portal Único do Comércio Exterior, que reformula os processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro. A estimativa é que, até o fim de 2017, 100% das exportações ocorram pela ferramenta. Já as operações de importações estarão totalmente disponíveis pelo Portal até dezembro de 2018. “Com o Portal, há um potencial de crescimento anual de 6% a 7% das exportações, e um incremento do PIB da ordem 1,5%. Nos aspectos operacionais, deverá reduzir 40% o tempo médio de importação e exportação. Atualmente, quase um terço das empresas que realiza vendas externas faz seus processos por meio do Portal”, disse Neto, em participação no primeiro painel do Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), que esse ano tem como tema “reduzir custos para exportar, industrializar e crescer”. O secretário pontuou que, além da facilitação de comércio, a redução de custos também será contemplada em iniciativas de acordos comerciais e de investimentos, e de diminuição de barreiras à exportação: “Acordos também são formas de redução de custo, porque com eles podemos ter tarifas diferenciadas, acessar novos mercados e ter ganho de escala de produção. Devem, portanto, ser vistos como uma forma de integração e de dar competitividade à nossa produção”. Roberto Giannetti da Fonseca, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), defendeu que a redução de custos tributários e trabalhistas são primordiais para o fomento à exportação. “O custo tributário impacta o capital de giro. Os juros praticados no Brasil também são uma desvantagem para as empresas. Pelo lado trabalhista, o aumento de  salários sem tem que ser acompanhado por um incremento da produtividade  para que seja justificável. O excesso de custos gera desemprego e prejudica nossa competitividade”, concluiu. Também participaram do painel Ronaldo Lázaro Medina, subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Secretaria da Receita Federal do Brasil, e José Rubens de La Rosa, presidente da Funcex e ex-CEO da Marcopolo.

 

Comex do Brasil

 

MDIC debate temas relevantes ao Comércio Exterior durante encontro no Rio de Janeiro

O primeiro dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que acontece até hoje (10), no Rio de Janeiro, contou com a participação do secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, e de Comércio e Serviços, Marcelo Maia, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Abrão apresentou o painel “Reduzir Custos para Exportar, Reindustializar e Crescer” e Maia discorreu sobre a atuação do MDIC na construção de uma agenda para ampliar a inserção internacional do Brasil. Os secretários foram palestrantes do Enaex que este ano está na 37ª edição. Abrão destacou no início de sua exposição estatísticas do comércio exterior que apontam, nos primeiros sete meses desse ano, aumento nas exportações (18,7%) e nas importações (7,2%), em relação ao mesmo período do ano passado. “Em julho de 2017, tivemos o oitavo mês consecutivo de aumento de importações, o que aumenta a percepção de reaquecimento da economia. Também alcançamos o maior superávit para os sete primeiros meses de toda a série histórica”, enfatizou. Na avaliação do secretário, a facilitação de comércio, os acordos comerciais e de investimentos e a redução de barreiras à exportação são pontos estratégicos para impulsionar as exportações brasileiras. No decorrer do painel, cujo moderador foi o diretor da FIRJAN e ex-ministro das Cidades, Márcio Fortes, Abrão também detalhou o funcionamento do Portal Único de Exportação, ferramenta de facilitação do comércio exterior. “O portal é acima de tudo um esforço de reforma e simplificação dos fluxos de importação e de exportação, e seu grande objetivo é reduzir custos e tempo do exportador e assim aumentar a competitividade do Brasil no mercado internacional”, explicou. O uso e a atualização da Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS), tida como o classificador nacional para a identificação dos serviços e intangíveis, foram destaques na fala do secretário de Comércio e Serviços, Marcelo Maia. “A NBS viabiliza maior inserção do Brasil no mercado internacional, além de ser essencial para elaboração, fiscalização e avaliação de políticas públicas de forma integrada. Ela também impulsiona a competitividade do setor de serviços ao harmonizar ações voltadas ao fomento empreendedor, à tributação, às compras públicas e ao comércio exterior”, explicou. O secretário apresentou também informações sobre estudos estatísticos desenvolvidos pela Secretaria de Comércio e Serviços, relacionados ao aumento da participação do Brasil no mercado global, como o Panorama do Comércio Internacional de Serviços e os Perfis dos Negócios Bilaterais. Os documentos são desenvolvidos a partir de informações da base de dados do Siscoserv, sistema informatizado e direcionado às ações de estímulo das políticas públicas relacionadas a serviços e intangíveis. O comércio eletrônico, que já faz parte do cotidiano do consumidor brasileiro, também foi tratado por Maia durante o Enaex. O secretário explicou que o assunto é tema central de um grupo de trabalho do Ministério de Ciência e Tecnologia, do qual o MDIC também é integrante. “Nosso objetivo é chegar a uma proposta de regulamentação do comércio eletrônico no ambiente de negócios. Para isso, temos analisado o posicionamento de outros países frente à questão”, finalizou.

 

Brazil Modal

 

Exportações têm custos tributários equivalentes a 6,45% de sua receita total, afirma especialista no Enaex

Apesar de proibida por lei, a tributação incidente sobre as cadeias produtivas das exportações já representa, em média, 6,45% das receitas obtidas pelo setor. O dado consta em uma pesquisa apresentada por José Roberto Afonso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Ele participou da mesa de abertura do segundo dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB). “Voltamos a cobrar impostos indiretos ao longo da cadeia produtiva. E quanto mais longa a cadeia, como é no Brasil, pior é esse problema. Não se devolve créditos acumulados no país, mesmo sendo um mecanismo previsto na nossa legislação. A tributação no início da cadeia é uma prática inconsistente frente às práticas internacionais”, afirmou. De acordo com ele, a indústria da transformação já tem mais tributos a recuperar do que a pagar. “O custo tributário é apenas um dos entraves. Há ainda outros dois gargalos, que são o câmbio e o crédito. Mas para trazer competitividade no longo prazo teremos que fazer a reforma tributária. O sistema atual faliu”, alertou. Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil e diretor da AEB, destacou que a agenda de reformas sinaliza uma mudança importante para fortalecer a presença do Brasil no mercado externo, mas que é preciso criar estímulos mais imediatos para estimular as exportações da indústria. “O mercado interno não retomo. A Ociosidade média do setor siderúrgico é de 40%. A conclusão que se tira é que nossa saída é a exportação. O resultado positivo da balança comercial se deve às commodities, porque os manufaturados acumularam déficit nos primeiros sete meses do ano. Portanto, precisamos de medidas que impulsionem o setor produtivo”, defendeu. 

 

Portos e Navios

 

Brasil voltou a crescer em todos os modais de transporte, diz ministro

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, disse nesta quarta-feira (9/8), que o setor da aviação civil cresceu nos últimos quatro meses no País, depois de 19 meses consecutivos de queda. Ele informou ainda que o movimento dos portos brasileiros cresceu 4,4% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Neste período, o crescimento de movimentação em ferrovias foi de 4,6%; em rodovias, 2,2%. Quintella está participando do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio. "Em todos os modais de transporte o Brasil voltou a crescer", apontou o ministro. Ao mencionar a concessão de novos terminais de aeroportos, esperada para breve, garantiu que será oferecida segurança jurídica para as empresas interessadas nos terminais. "Primamos pela segurança jurídica para garantir que regras das nossas concessões não serão alteradas no meio do caminho. Reduzimos o risco, ampliamos a viabilidade financeira". Sobre os portos, disse que o governo tem focado na desburocratização do setor, para que haja mais agilidade para a abertura de novos terminais - de três anos o prazo deve cair para 180 dias. "Em um ano, autorizamos 38 novas instalações portuárias, uma a cada 12 dias de governo, além de dez contratos de arrendamento portuário." Na terça-feira, durante audiência pública no Senado, o ministro havia declarado que o governo analisa a possibilidade de leiloar 19 aeroportos localizados em Estados do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste que hoje são geridos pela Infraero. Na ocasião, o ministro negou que haja a intenção de privatizar a empresa pública de administração aeroportuária. Mas sinalizou que ela poderá ter capital aberto, com participação privada de mais de 50%, de modo a se tornar "sustentável". O modelo do leilão e o número final de terminais será definido numa reunião do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI), que cuida desde o ano passado da política de concessões, no próximo dia 23, informou Quintella. Participarão do encontro representantes das pastas da Fazenda e do Planejamento, além do Ministério dos Transportes. No Sudeste, poderão ser privatizados o Santos Dumont, no Rio, Campo de Marte, em São Paulo, o da Pampulha, em Belo Horizonte, e mais três menores. No Nordeste, os aeroportos mais movimentados a serem cogitados são os de seis capitais: Recife, Maceió, Teresina, São Luis, João Pessoa e Aracaju. No Centro-Oeste, o de Cuiabá e de outros quatro municípios. Os interessados teriam de se responsabilizar por grupos mistos de aeroportos, que incluiriam alguns lucrativos e outros deficitários. 

 

Correio Braziliense

 

Michel Temer defende no Enaex agenda de reformas para fortalecer as exportações

O presidente Michel Temer defendeu a agenda de reformas do governo como fundamentais para impulsionar o comércio internacional no Brasil, em participação no Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex). De acordo com Temer, as medidas estruturais contemplam uma agenda de competitividade que contribuirá para reduzir entraves nas exportações e importações. “No comércio exterior, as reformas proporcionarão a desburocratização, assim como a modernização logística, e ampliação e abertura de mercados. Simplificar processos é essencial para nossos empreendedores produzirem e gerarem empregos”, disse. O presidente ressaltou que, além de criar estímulos para a industrialização do país, também é prioridade do governo solucionar gargalos de infraestrutura, para agilizar processos nas vendas externas e aquisições das empresas brasileiras. “Não bastam safras recordes. É preciso escoá-las com eficiência. Nossa infraestrutura deve ser condizente com o vigor do setor produtivo. Por isso queremos atrair investimentos para rodovias, portos e aeroportos, e reformulamos nosso modelo de concessões e parcerias, que hoje é mais racional e flexível”, complementou. Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, defendeu que as reformas contribuem para gerar otimismo no setor, gerando impactos positivos de longo prazo. Castro advertiu que é preciso, contudo, criar estímulos mais imediatos para as empresas exportarem, o que, segundo ele, poderia ser feito com a elevação do índice do Reintegra dos atuais 2% para 5%, alternativa já prevista em lei. “Adicionalmente, o programa de privatizações e concessões no setor de infraestrutura de transporte vai reduzir os custos de logística, e junto com o recém lançado Portal Único de Comércio Exterior, formarão a base para a diminuição do Custo-Brasil”, declarou. Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), pontuou que os acordos comerciais também serão priorizados pelo governo para fortalecer a presença global do Brasil. “Estamos em tratativa com o Canadá, Coréia do Sul, e México, e firmamos acordo comercial com Peru e Colômbia. E pretendemos, prioritariamente, concluir até o fim do ano o acordo, quem sabe até de livre comércio, com a União Europeia”, garantiu. Maurício Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, destacou que o novo decreto do setor de portos abre perspectivas positivas para a atração de investimentos. Com o novo arcabouço regulatório, a expectativa é que o tempo de autorização de novos terminais reduza de três anos para 180 dias. “Em um ano, autorizamos 39 novas instalações portuárias, uma a cada doze dias de governo. São onze terminais portuários que serão leiloados entre 2017 e primeiro semestre de 2018, totalizando mais de R$1 bilhão em investimentos”, afirmou.

 

Comex do Brasil

 

Movimentação do setor portuário cresce 4,7% no primeiro semestre do ano

O setor portuário brasileiro movimentou 517,5 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2017. Esse valor representa um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse número, os terminais de uso privado movimentaram 343,04 milhões de toneladas, um aumento de 7,89%; e os portos movimentaram 174,46 milhões de toneladas, um decréscimo de 1,04%. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ e foram divulgados no dia 10 de agosto, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), evento realizado no Rio de Janeiro. Nos primeiros seis meses do ano, foram movimentados 332,9 milhões de toneladas de granéis sólidos: um aumento de 5,9% em comparação com o primeiro semestre de 2016. Em relação aos granéis líquidos, foram movimentados 109 milhões de toneladas, um incremento de 1,2%. Analisando a carga geral solta, o levantamento realizado pela Agência registrou um aumento significativo: 12,6%, com 27 milhões de toneladas movimentados no primeiro semestre do ano. A movimentação de contêiner também obteve crescimento: 0,7%, com 48,5 milhões de toneladas. Em relação às principais mercadorias, destaque para o minério de ferro. Nos primeiros meses do ano, o setor portuário nacional movimentou 190,3 milhões de toneladas, 7,62% a mais do que o registrado no mesmo período de 2016. Outro produto relevante foi o petróleo (combustíveis), com 95 milhões de toneladas movimentados, um aumento de 2%. A movimentação de soja teve um crescimento expressivo (10,29%), com 56,3 milhões de toneladas no primeiro semestre. “A movimentação portuária no primeiro semestre de 2017 cresceu principalmente em função do granel sólido. Minério de ferro e soja, duas commodities que juntas representaram 47,7% da movimentação nos primeiros seis meses, tiveram crescimentos relevantes, 7,6% e 10,3%, o que contribuiu para o resultado do país. O minério teve seu resultado impactado por um aumento no preço da commodity a partir da segunda metade do ano passado até o primeiro trimestre desse ano. Já o crescimento da soja é em razão de uma safra recorde, quase 20% maior que a do ano passado, explicada pelo comportamento do clima em praticamente todas as regiões do país”, explica o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra. O levantamento traz, ainda, os dados sobre exportação e importação. Foram exportados 313 milhões de toneladas, o que significou um aumento de 3,8%; e foram importados 69,9 milhões de toneladas, um incremento de 10,5%. Números também referentes aos primeiros seis meses do ano em comparação com igual período de 2016.

Navegação

O estudo mostra que a navegação de longo curso movimentou 382,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2017, aumento de 4,91% na comparação com igual período de 2016. Já a navegação de cabotagem movimentou 105 milhões de toneladas, o que significou incremento de 1,94%. A navegação interior ficou com 27,7 milhões de toneladas, contabilizando uma melhora importante de 13,62%. A ANTAQ informou também algumas projeções. De acordo com o estudo da Agência, haverá um aumento na movimentação portuária de 1,75% no primeiro semestre de 2018, comparando com igual período de 2017. Outra expectativa é que seja movimentado 1,033 bilhão de toneladas neste ano, o que significará um aumento de 3,23% em relação a 2016. O diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou que a participação dos TUPs tem sido relevante devido à Lei 12.815/13, que retirou a obrigatoriedade de os terminais movimentarem carga própria, podendo, assim, trabalhar, por exemplo, apenas com carga de terceiros. Tokarski apontou, ainda, dados referentes ao Arco Norte. Em relação à soja, houve um aumento na movimentação de 172,4%, levando-se em conta os primeiros semestres de 2012 a 2017. Analisando o milho, esse número alcançou um aumento de 51,1%.

 

Portal ANTAQ

 

Embaixadores discutem perspectiva de acordo Mercosul e União Europeia no Enaex 2017

Discutido há mais de 20 anos, as negociações para um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia estiveram em debate no Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Ronaldo Costa Filho, diretor do departamento de Negociações Extrarregionais do Ministério das Relações Exteriores (MRE), ressaltou que o grande desafio para finalização do acordo está no alinhamento de interesses relativos ao comércio agrícola entre os blocos. “Nunca vi um ambiente tão favorável para avanço como hoje. O trabalho está em ritmo e intensidade extenuante. É factível que seja concluído até o fim do ano. Mas o comércio agrícola, desde o inicio das negociações sabíamos que seria tema complicado. O grande desafio é conseguir até dezembro receber uma oferta agrícola concreta e fazer uma negociação de acesso de mercado lado a lado”, disse. João Gomes Cravinho, embaixador da União Europeia no Brasil, confirmou que o setor agrícola tem sido objeto de discussão nas negociações. “Nossos sistemas políticos na Europa são democracias nas quais existem stakeholders muito variados. E alguns seguramente se sentem ameaçados com a competitividade da agroindústria do Mercosul. Vamos ter que trabalhar com compreensão para solucionar essa questão”, afirmou. Ele também pontuou como uma questão sensível o aumento de políticas de protecionismo no mundo, que definiu como prejudiciais ao desenvolvimento econômico. “Concordo que o Brasil precisa de indústria e transferência tecnologia, mas o protecionismo não serve a esse propósito, e e vejo que é algo cada vez menos presente no país. O acordo que estamos desenvolvendo é muito mais propício a industrialização brasileira e sua inserção no mercado global do que políticas protecionistas”, defendeu. Carlos Magariños. embaixador da Argentina no Brasil, reforçou a importância da conclusão do acordo para gerar benefícios comerciais para ambas as regiões. De acordo com ele, Brasil e argentina precisam de economia internacional robusta, que cresça rapidamente, para que possam se desenvolver. “Temos que pensar em que condições fazer o acordo com a União Europeia. Nos últimos 20 anos o mundo mudou completamente, e as cadeias de valor também. Para a Argentina, a integração internacional tem que proporcionar melhores condições de vida para nossa Nação”, concluiu. Moderada por Mauro Laviola, vice-presidente da AEB, a discussão também contou com a presença de Carlos Abijaodi, diretor da Confederação Nacional da Indústria; e Thomaz Zanotto, diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e da AEB.

Comex do Brasil

 


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