Tel.: 55-21-2544-0048 - Fax: 55-21-2544-0577 - E-mail: aebbras@aeb.org.br
Página Inicial
 
 
área do associado
E-mail 
Senha 
Acessar   |    Recuperar Senha  
 
 

04/08/2017 - DCI
Commodities puxam aumento de 15% nas exportações para países árabes

 As exportações para os países árabes subiram 15,54% no primeiro semestre deste ano e chegaram a US$ 6,05 bilhões. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e foram compilados pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Os três principais destinos das exportações seguiram trajetória positiva no período. Líder do ranking, a Arábia Saudita gastou US$ 1,37 bilhão com produtos brasileiros, um aumento de 11% na comparação com a primeira metade do ano passado. Subiram também as vendas para Emirados Árabes Unidos (10,98%, para US$ 1,08 bilhão) e Argélia (26,44%, para US$ 684,70 milhões). Dominada por commodities, as exportações devem continuar em alta nos próximos meses, mas podem perder fôlego durante o ano que vem, afirma especialista em comércio exterior. "Os preços do açúcar e do minério de ferro cresceram muito na comparação com o ano passado, o que vai manter os ganhos no segundo semestre [de 2017]", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Para 2018, entretanto, o entrevistado acredita em uma queda no preço do açúcar - "a produção mundial deve aumentar" - e não espera uma nova disparada do minério - "ainda que a trajetória [do produto] seja uma grande incógnita", disse. Outra commodity que não deve avançar é a carne, aponta Castro. "Depois da [operação] Carne Fraca, o preço e a regularidade das nossas exportações [desse produto] pioraram bastante", observou. Dessa forma, segue ele, seria necessário um aumento das vendas de manufaturados para que a expansão das exportações continuasse no longo prazo. Porém, a expectativa para essas mercadorias não é boa. "Existe demanda por bens industrializados nos países árabes, mas nossos preços são pouco competitivos. Como temos altos custos de produção, não conseguimos enfrentar os chineses e os europeus, que ainda contam com a vantagem geográfica", explica ele. No primeiro semestre, o item mais exportado para os árabes foi o açúcar, que garantiu US$ 2,137 bilhões para os produtores brasileiros, um avanço de 53,1% ante igual período do ano passado. Na segunda posição, a carne gerou US$ 1,779 bilhão, uma queda de 2,7%. Em seguida, o minério de ferro totalizou US$ 564 milhões, uma alta de 132,6%. Somados, os manufaturados mais vendidos - produtos químicos inorgânicos, veículos e partes e material de defesa - forneceram US$ 412,5 milhões para a indústria brasileira entre janeiro e junho deste ano. Diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby afirma que o recuo nas exportações de carne é pequeno diante dos problemas enfrentados neste ano. Segundo ele, a câmara está trabalhando em conjunto com o Ministério da Agricultura para reverter os problemas derivados da Carne Fraca. Além da operação deflagrada em março, uma queda generalizada nas vendas para o Egito prejudicou os embarques da proteína animal do primeiro semestre, acrescenta Alaby. Na quarta posição entre os principais destinos das exportações brasileiras, o país africano reduziu em 25,23% as suas compras entre janeiro e junho. "O Egito vive grande problema econômico", explica ele. Sobre o quadro atual dos países árabes, o entrevistado afirma que alguns países, como Síria e Iêmen, vivem conflitos internos que impedem uma melhora das trocas internacionais. Ainda assim, ele acredita que o crescimento econômico da região deve ganhar força nos próximos anos, o que poderia favorecer as negociações com o Brasil. Além do Egito, foram registradas quedas nas exportações para Mauritânia (-26,3%), Síria (-30,4%), Sudão (-41,9%) e Ilhas Comores (-45,5%). Já os principais aumentos foram vistos nas vendas para Djibuti (280,3%), Bahrein (88,3%), Catar (85,8%) e Omã (57,4%). As compras brasileiras de produtos árabes também cresceram na comparação com o primeiro semestre de 2016. Com uma alta de 26,9%, os gastos chegaram a US$ 2,66 bilhões. A Argélia foi o principal fornecedor, com US$ 1,3 bilhão, ou quase 40% das exportações árabes no período. Arábia Saudita, Marrocos e Catar também apareceram entre os que mais venderam para o Brasil. Chama atenção o aumento de 411,6% nas aquisições de mercadorias do Egito (para US$ 96,6 milhões), que foi garantido pelo avanço nas importações de adubos e fertilizantes, combustíveis minerais e azeitonas em conserva. Também subiram as compras de nações menores, como Djibuti (4.203%) e Palestina (2.855%), enquanto que houve queda nas importações de Somália (-98,1%), Iêmen (-85,4%), Emirados Árabes Unidos (-69,8%).


Outros Artigos de AEB na Mídia
 
05/12/2017 - Estado de S. Paulo
Perdendo mercados
 
01/12/2017 - El País
Capacidade ociosa da indústria ainda é alta e emprego no setor não cresce
 
22/11/2017 - Agência Auto Data
Acordo com UE pode inviabilizar Rota 2030

ver todas
 
voltar     |     topo     |     imprimir
Av. General Justo, 335, 5º andar – Centro
20021-130 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: 55-21-2544-0048/2544-0180/2544-0313/2544-0434
Fax: 55-21-2544-0577
E-mail: aebbras@aeb.org.br
  Copyright © 2011 - Associação de Comércio Exterior do Brasil - AEB