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02/08/2017 - Valor Econômico
Balança já acumula saldo recorde de US$ 42,5 bi no ano

 A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,298 bilhões em julho, o maior para o mês desde o início da série histórica, em 1989. O número é resultado de US$ 18,769 bilhões em exportações, alta de 14,9%, e US$ 12,471 bilhões em importações, alta de 6,1%. Em julho de 2016, a balança comercial brasileira estava positiva em US$ 4,576 bilhões.Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). No ano, o superávit acumulado é de US$ 42,514 bilhões - também um recorde histórico. Nos sete primeiros meses do ano, as exportações somaram US$ 126,479 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 83,965 bilhões. Nos sete primeiros meses de 2016, a balança comercial brasileira registrava superávit de US$ 28,227 bilhões. Já nos 12 meses encerrados em julho deste ano, a balança está positiva em US$ 61,971 bilhões. O secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, reiterou a projeção de superávit de cerca de US$ 60 bilhões no fechamento de 2017, estimativa próxima de estimativas do mercado. "O resultado no acumulado do ano reforça a previsão de superávit por volta de US$ 60 bilhões no fechamento do ano", disse Neto, que ressaltou que a expectativa é que, neste ano, haja o segundo superávit seguido na conta petróleo.Os números do ministério mostram que a importação de combustíveis e lubrificantes cresceu 33,7% em 2017 até julho, na comparação com o mesmo período de 2016. "Já esperávamos essa alta por conta da relação direta [da importação de combustíveis] com o desempenho da economia. À medida que a economia ganha mais força, espera-se a retomada de importações de combustíveis", disse o secretário. Apesar da alta nas importações, a conta petróleo segue superavitária, com um saldo positivo de US$ 3,799 bilhões.Questionado sobre o volume de etanol importado, o secretário informou que o valor chegou a US$ 677,7 milhões em 2017, alta de 324% na comparação com igual período do ano passado. Mesmo reconhecendo que uma alta no Imposto de Importação de etanol está em discussão no governo, ele não quis fazer uma previsão da arrecadação que a medida geraria.Neto destacou que houve um aumento de 38,5% nas exportações de carne, em valores, em julho, na comparação com o mesmo mês de 2016. As vendas foram concentradas para o Egito, China e Hong Kong. "Havia uma restrição de pagamento principalmente no Egito, o que afetava as exportações de carne", explicou o secretário.Os números mostram alta nos três grupos de exportação em julho. Cresceram as vendas de produtos básicos (19%), manufaturados (12,6%) e semimanufaturados (8,7%). No grupo de produtos básicos, cresceram as vendas principalmente de milho em grão, minério de cobre e petróleo em bruto, entre outros itens. No de manufaturados, aumentaram as exportações principalmente de óleos combustíveis, tratores e máquinas para terraplanagem. Já no de semimanufaturados, destacaram-se os itens óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro e aço e ferro fundido.Embora o saldo comercial em julho tenha ficado dentro do esperado, o desempenho das exportações foi uma surpresa favorável, segundo a Rosenberg Associados. "Do lado das exportações, observa-se uma melhora no dinamismo comercial global, que, aliada à base de comparação baixa, à recuperação nos preços internacionais das commodities e a uma safra recorde, aponta para fortes resultados", afirma a consultoria em relatório.Do lado das importações, em julho cresceram as compras de combustíveis e lubrificantes (57,3%), bens intermediários (6,8%) e bens de consumo (3,4%). Por outro lado, caiu a entrada de bens de capital (-22,7%).Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o desempenho das importações ainda é fraco para ser apontado como sinal de retomada da atividade, considerando que a economia brasileira está em recessão há três anos., levando em conta que a economia brasileira está em recessão há três anos. "A base de comparação é muito baixa e o aumento é concentrado em poucos produtos", disse. A AEB trabalha com superávit de US$ 63 bilhões para a balança comercial em 2017.


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